Os Negros Judeus no Mundo e em Israel


Arqueólogos Israelenses podem ter descoberto a localização exata do Segundo Templo de Jerusalém, destruído pelos invasores romanos no primeiro século da era cristã. Segundo o arqueólogo Joseph Patrich, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, a análise de um poço subterrâneo e de textos da Mishná – um dos livros sagrados do judaísmo – teria permitido a identificação do local do Segundo Templo. O estudo será publicado em breve pela imprensa Israelense.

O poço, que tem 54 metros de profundidade e 4,5 metros de diâmetro, foi descoberto em 1866 pelo arqueólogo britânico Charles Wilson. Agora, comparando as dimensões e as características do poço com as descrições da Mishná, a equipe de Joseph Patrich concluiu que ele só poderia fazer parte do complexo de banhos de purificação para os sacerdotes, presente no Segundo Templo. A água era trazida por um mecanismo de roda até uma grande banheira, destinada aos sacerdortes. Segundo a Mishná, após a purificação os sacerdotes subiam, por uma rampa, até o local de sacrificio dos animais, em louvor a Deus.

O Segundo Templo, construído na Antigüidade pelo rei Salomão, simbolizou o auge do Estado hebreu. Com sua destruição, pelas tropas do imperador Tito, foi levada para Roma a Arca da Aliança – com as Tábuas da Lei – e que jamais reapareceu.

A nova descoberta feita pela equipe da Universidade Hebraica de Jerusalém identificaria o local exato do Segundo Templo – mais a Sudeste do que se imaginava originalmente. Isso colocaria o Domo da Rocha fora dos limites do Templo de Salomão. O Domo da Rocha, onde está a famosa mesquita do mesmo nome, é um dos locais sagrados para os muçulmanos. De acordo com a tradição islâmica, foi do Domo da Rocha que o profeta Maomé alçou vôo, rumo ao céu.

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Consciência negra não é só Zumbi dos Palmares. Há muitas estórias para serem contadas. No mês da ³Consciência Negra², não vamos deixar de lado as boas histórias também. Você sabia que há judeus negros? Na África há dois povos muito antigos que só recentemente foram reconhecidos como judeus: os Falashas e os Lembas. Um teste de DNA feito em 1999 pelo geneticista inglês David Goldstein, da Universidade de Oxford, descobriu que uma tribo de negros do norte da África do Sul e arredores têm ascendência judaica. Os Lembas fazem circuncisão, casam-se apenas entre si, guardam um dia da semana para orações e não comem carne de porco ou de hipopótamo, considerado parente do porco. Segundo sua tradição oral, eles viviam num lugar chamado Sena. Há no Iêmen uma vila com esse nome que até o século X ficava num vale fértil, abastecido por um açude. Quando este secou, a maioria das pessoas partiu. Geneticamente, os lembas são parentes dos Cohanim que junto com os Levi e os Israel formam um dos três grupos em que se divide o povo judeu. Os cientistas afirmaram que o ancestral comum dos Lemba e dos Cohanim viveu entre 2.600 e 3.100 anos atrás.

 Pela tradição judaica o período coincide com a vida de Aarão, irmão de Moisés, de quem os Cohanim descendem. Provavelmente o grande pai também dos negros lemba. Os falashas (nome pejorativo que significa estrangeiro) ou Beta-Israel são totalmente negros como os demais abissínios. Na Etiópia formavam uma comunidade atrasada e fechada que preservava, intactos, usos e costumes que remontam a mais de dois milênios, dizendo-se descendentes da tribo perdida de Dan, fundada por Menelik, filho do rei Salomão com a rainha etíope de Sabá. Foram localizados em meados do século XIX e só em 1947 os rabinos-chefes de Israel admitiram formalmente serem eles judeus. Em 1860, missionários britânicos que viajavam pela Etiópia foram os primeiros ocidentais a encontrar a tribo dos falashas. Os membros dessa comunidade observavam o Shabat, mantinham rígidas leis rituais da forma como eram descritas na Torá. Pouco tempo depois, o estudioso Joseph Halevy decidiu conhecê-los pessoalmente. Foi recebido com curiosidade e desconfiança pelos nativos, que lhe perguntavam: ³O senhor, judeu? Como pode ser judeu? O senhor é branco!² Mas quando Halevy mencionou a palavra Jerusalém, todos se convenceram. Os falashas haviam sido separados de outros judeus por milhares de anos. Nenhum deles jamais saíra de seu vilarejo. Viviam na Etiópia até a grande seca de 1985 quando, para salvar-lhes a vida, Israel montou a ³Operação Moisés² para tirá-los secretamente, via aérea, da África e levá-los ao Estado de Israel. No dia 21 de novembro de 1984 começou esta operação. Em um dado momento, havia 28 aviões no ar. Um dos jumbos, que normalmente poderia levar 500 passageiros, transportou de uma só vez 1.087 pessoas, num feito anotado no livro de recordes Guinness. Ao longo dos anos, a comunidade de judeus negros da Etiópia já chegou às 80.000 pessoas em Israel, mas o governo africano ainda retém entre 18 e 26.000 judeus em seu território.

³O senhor, judeu? Como pode ser judeu? O senhor é branco!²

Ao chegarem em Israel, os médicos diagnosticaram nos falashas casos fisiológicos e de nutrição semelhantes aos encontrados nos sobreviventes dos campos de concentração. Chegaram magros, famintos, sem propriedades. Hoje eles são parte integrante da sociedade Israelense. Nunca é demais lembrar que Israel foi o único país que retirou negros da África para lhes dar vida, conforto, estudo, trabalho e dignidade. Além da África, na Índia há duas comunidades de judeus negros. Os mais conhecidos são os Bene Israel, de Bombaim. Sua cor é escura e a língua cotidiana é o marata. Sua vida diária pouco difere da população indiana, exceto quanto à religião. No Sul da Índia, em Cochin, há os judeus totalmente negros como os demais indianos do sul, cuja língua é o malaiala, idioma falado antes das invasões indo-européias. Remontam suas origens a uma das 10 tribos de Israel desaparecidas no exílio assírio, embora não seja historicamente comprovado. Nos EUA há grupos de negros que praticam o judaísmo e se chamam de "judeus etíopes". Sua posição é um tanto radical em relação aos judeus brancos. No Brasil, além de negros, os quilombos reuniam 'bruxas', hereges, ciganos e judeus.

Há registros da presença permanente nas aldeias de mulatos, índios e brancos. A perseguição da época a minorias étnicas, como judeus, mouros e outros, além do combate às bruxas, heréticos, ladrões e criminosos, explica brancos terem ido viver no quilombo de Palmares. Zumbi foi o maior líder quilombola e sem dúvida o mais enigmático e místico. Sob seu reinado viveu e lutou o maior quilombo da história; grande também pela sua face multiétnica, pois em suas fortificações se refugiaram os escravos foragidos, os judeus perseguidos, os hereges e os índios entre outros, segundo as últimas descobertas de arqueólogos e etnólogos. Por volta de 1590, os primeiros fugitivos africanos rompiam suas correntes e fugiam para se agrupar na floresta, nas matas e sertões do Nordeste do Brasil. Pouco numerosos, eles se organizavam em bandos de fugitivos. O número foi aumentando, eles se reagruparam em uma primeira comunidade, que ao longo de sua existência chegou a contar com uma população de mais de trinta mil rebeldes, homens e mulheres de todas as origens. Eles constituíram o primeiro governo de um Estado livre no novo mundo. Inicialmente a população era de negros e poucos índios.

"Zumbi dos Palmares abriu o quilombo não apenas aos negros foragidos da escravidão, mas também aos judeus que estavam fugindo da inquisição"

Com a chegada de numerosos judeus fugidos da inquisição, a população abriu-se aos brancos e estes últimos muito inspiraram a sua organização econômica e política a partir de então. O quilombo era organizado como um pequeno Estado. Havia leis e normas que regulamentavam a vida dos seus habitantes, algumas até muito duras; roubo, deserção ou homicídio eram punidos com a morte. As decisões eram tomadas em assembléias, da qual participam todos os adultos, sendo aceitas, pois resultava da vontade coletiva. Zumbi tornou-se dirigente de Palmares ao questionar, em 1678, a liderança de Ganga Zumba, que, seduzido por um ³acordo de paz², aceitou transferir os quilombolas para uma espécie de ³reserva², onde eles teriam que viver sob vigilância. A resistência de Zumbi a esse engodo é exemplar. Desde muito cedo, negros perceberam que, para se livrar da escravidão, não seria preciso apenas se libertar das correntes; era necessário, também, construir um novo tipo de sociedade. Palmares significava esse desafio não só por organizar-se como uma República dentro de uma sociedade colonial, mas também por questionar as próprias bases do sistema.

É o que fica evidente no relato do português Manuel Inojosa, em 1677: ³Entre eles tudo é de todos e nada é de ninguém, pois os frutos do que plantam e colhem ou fabricam nas suas tendas são obrigados a depositar às mãos de um conselho, que reparte a cada um quando requer seu sustento². Foi isso que motivou as dezenas de investidas militares contra o quilombo ­ que também abrigava judeus, índios, brancos pobres e gente perseguida pelos colonizadores ­ até sua completa destruição, pelo sanguinário bandeirante Domingos Jorge Velho, em 1694. Palmares, contudo, em vez de representar a história de uma derrota, é, até hoje, um exemplo da importância da luta. Zumbi dos Palmares abriu o quilombo para os judeus. Ele não abriu apenas aos negros foragidos da escravidão, mas também aos judeus que estavam fugindo da inquisição. Quando homenageamos no dia 20 de novembro a ³Consciência Negra², é preciso relembrar os horrores e a suprema vergonha do passado escravagista, da mesma forma que devemos relembrar os horrores do Holocausto dos judeus e outras minorias da II Guerra Mundial.

Escrito por Jane Bichmacher de Glasman, escritora e doutora em Língua Hebraica, Literaturas e Cultura Judaica da USP
Fonte: Jornal ALEF

 Paris oferece torre Eiffel a Jerusalém
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Para marcar o 40° aniversário da unificação de Jerusalém, a prefeitura de Paris concederá a cidade uma versão menor da torre mais famosa do mundo. A miniatura da torre Eiffel terá 25 metros de altura e ficará exposta na praça Paris, que fica bem no coração da capital Israelense.

A cidade francesa tem tradição em presentear com monumentos outras cidades importantes. Em 1885, os franceses deram a Estátua de Liberdade aos Estados Unidos como um gesto de amizade entre as duas nações.

O atual prefeito de Paris, Bertrand Delanoe, está em sua oitava visita a Israel desde que assumiu o cargo em 1995.

 

Delanoe encontrou-se com o prefeito de Jerusalém, Uri Lupoliansky, e os dois definiram sobre a localização da Torre Eiffel Israelense que representará o quão amigáveis são as relações entre as duas cidades.

Os Jardins Suspensos de Haifa - A cidade portuária de Israel - É o Lar da "OITAVA MARAVILHA DO MUNDO"
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Haifa, a terceira maior cidade de Israel, está majestosamente situada em uma ampla e natural baía mediterrânea e é caracterizada por uma paisagem plana, vistas panorâmicas dignas de cartão-postal, grandes praias e um porto computadorizado e movimentado. A cidade é muito conhecida por ser uma das mais tolerantes no Oriente Médio, diversas comunidades étnicas convivem lado-a-lado em Haifa com uma tranqüilidade invejável. Pouco após os recentes conflitos na fronteira ao Norte de Israel, a cidade e seus habitantes retornaram "às suas atividades normais" e a numerosas atrações da cidade novamente estão atraindo um grande número de visitantes. Um dos principais passeios que não devem ser perdidos são os lendários Jardins Bahaí.

Considerado a atração principal de Haifa, os Jardins Bahaí são um dos locais mais Impressionantes ao Norte de Israel, ele atrai peregrinos e turistas de todo o mundo. Os Jardins foram reabertos em 2001 após 14 anos de replanejamento e reconstrução a um custo de mais de $250 milhões e a habilidade de cerca de 2.500 trabalhadores da construção civil. Esplêndido, imaculado, geometricamente perfeito, os Jardins Bahaí seguem o declive do Monte Carmel, ao redor do qual os 300 mil habitantes de Haifa trabalham e se divertem.

Os Jardins começam virtualmente ao nível do mar na Colônia Alemã do século XIX elegantemente restaurada em Haifa. Aqui, portões negros trabalhados em ferro se abrem para revelar a extensão de dezoito terraços monumentais que se elevam a cerca de 230 m de altura. Complexamente plantados com flores, topiaria, amplos gramados, ciprestes tratados, decorados com pavões e águias de pedra, os terraços são todos conectados por escadarias rústicas de pedras, canais e fontes ornamentais. A inclinação do declive de Carmel ditou o desenho do sistema de irrigação e de plantio de gramados altamente sofisticado, desenvolvidos tanto para conservar água como para distribuí-la equilibradamente.

Na metade do declive de Carmel a cúpula dourada do Santuário do Báb há muito tempo era o marco mais reconhecido de Haifa. O santuário dourado, cercado por antigos jardins ornamentais cujos caminhos de pedra eram percorridos desde a década de 1950, abriga o túmulo de Báb, Siyyid Ali-Muhammad. Ele é considerado o "Profeta-Precursor" da delicada crença Bahaí, a doutrina central que é a unidade de todas as religiões. Bahaí vê todos os líderes religiosos —Moisés, Buda, Cristo, Maomé — como mensageiros enviados por Deus em diferentes períodos da história para revelar a Sua vontade.

Os Jardins Bahaí de Haifa estão localizados precisamente a cerca de 370 km a Oeste da Babilônia, cujos Jardins Suspensos eram uma das lendárias sete maravilhas do mundo antigo. Hoje em Haifa eles proporcionam um céu de tranqüilidade e equilíbrio ecológico nessa área metropolitana vibrante.

A disposição dos jardins é quase obsessiva em sua perfeição e reflete a visão do iraniano Fariburz Sahba — planejador do Templo Lótus, ou Bahaí, na Índia — que recebeu reconhecimento internacional. Seus terraços de Haifa, distribuídos em nove círculos concêntricos, parecem emanar da cúpula dourada do santuário. "O Santuário do Báb é considerado uma jóia preciosa, para a qual os terraços fornecem o cenário — como um círculo dourado para um diamante perfeito", Sahba descreve.

 

NOVO LOCAL DA VIDA DIURNA, A VIDA NOTURNA

 


A colônia alemã de Haifa — algumas vezes chamada de colônia templária — caracterizada por cerca de 85 casas com telhados vermelhos datadas por volta da década de 1870 é agora uma das vizinhanças mais badaladas da cidade. Membros da sociedade templária alemã que se estabeleceram em Haifa em 1868 estavam determinados a fortalecer a presença cristã na Palestina dominada pelos otomanos e permaneceram até a Segunda Guerra Mundial. A principal avenida da colônia que fora restaurada — hoje chamada de Avenida Ben-Gurion — tem seu início na entrada dos Jardins Bahaí e segue até o porto (a maior de Israel). Ela é pavimentada com pedra calcária, decorada com lâmpadas de ferro trabalhado, flores e elegantes anéis viários. Os lares dos templários combinam de modo único os traços alpinos com telhados mediterrâneos e terracota. Alguns ainda possuem inscrições alemãs simples talhadas nas pedras. E é nesses lares, com seus jardins, varandas e entradas tranqüilas que dezenas de restaurantes, cafés, bares, lojas e boates hoje florescem... animados durante o dia, cheios durante a noite.

 

A VISITA A HAIFA

QUANDO IR: Apesar de o santuário abrir apenas pela manhã, diariamente de 9 ao meio-dia, os jardins estão abertos todos os dias de 9 à 17h e muitos dos monumentos são iluminados durante a noite.
Além do Santuário Bahaí, dos jardins e da colônia alemã, Haifa oferece também muitas outras atrações tais como o Technion (o M.I.T. de Israel) cujo campus ocupa uma área de 300 acres, o Museu Marítimo Nacional, o Museu Mané Katz, o Museu Tikotin de Arte Japonesa, o Museu da Imigração Clandestina, o zoológico de Haifa, o Monastério Carmelita e o Farol Stella Maris e a Caverna de Elias, além da Carmelita, a versão de Israel para o bondinho subterrâneo.

COMO CHEGAR LÁ:
Haifa fica a menos de uma hora de viagem pela via expressa ao Norte de Tel Aviv, e a 90 minutos do Aeroporto Internacional Ben-Gurion. Vôos diretos ligam Haifa a Eilat, Chipre e Amã, Jordânia. Haifa é um excelente porto para mais de uma dúzia de cruzeiros. Para muitos, é mais fácil se chegar a Haifa de Tel Aviv pegando o trem de alta velocidade que faz o trajeto em cerca de 50 minutos.

 

Eilat: Praia e aventura ao lado do deserto
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Desde que foi palco do encontro de amor entre o Rei Salomão e a Rainha de Sabá, Eilat é o refúgio ideal para todos aqueles que estão em busca de sol e aventura. Viajando por um deserto interminável, parece magia encontrar subitamente, a exuberância de cores de Eilat com suas palmeiras e praias beijadas pelo sol. Chegar a Eilat, por terra ou ar, é como alcançar uma miragem.

A cidade mais meridional do país, é a saída de Israel para o Mar Vermelho e o Oceano êndico. Seu porto moderno, que se acredita estar localizado onde se erguia o antigo porto no tempo do Rei Salomão, é a via comercial de Israel com a África e o Extremo Oriente. Seus invernos cálidos, um espetacular cenário submarino, as belas praias, os esportes aquáticos, seus luxuosos hotéis e a facilidade de acesso da Europa através de vôos charter fazem de Eilat uma próspera cidade turística durante todo o ano. Desde o estabelecimento da paz entre Israel e a Jordânia (1994), foram iniciados projetos conjuntos de desenvolvimento com a cidade vizinha Ácaba, para incrementar o turismo na região.

Localizada no extremo sul de Israel, banhada pelo Mar Vermelho, Eilat oferece aventuras infinitas. O Observatório Submarino e barcos com fundo de vidro, possibilitam àqueles que não querem se molhar, a estupenda visão dos corais e de uma das mais ricas vidas marinhas do mundo.

A temperatura da água, 21oC no inverno e 25oC no verão, é um convite ao banho. Os mais ousados devem mergulhar nas profundezas das águas de Eilat, para deslumbrar-se com a mais bela fauna e flora.

Nos arredores de Eilat, pode-se desfrutar das maravilhas do deserto. Passeios de camelo ou mountain bike, em carros refrigerados ou jeeps oferecem a oportunidade de deliciosas aventuras.
No Parque Nacional Vale de Timna, as famosas Minas do Rei Salomão, o Red Canyon, formações rochosas raras, algumas com marcas deixadas por antigos viajantes na "rota das especiarias".

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 Programa Israelense ajuda a acabar com a pobreza no Ceará
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Apesar das vastas diferenças geográficas, Israel e Brasil têm muito em comum quando o assunto é desenvolvimento. De acordo com o professor Rafi Bar-El, um dos principais especialistas mundiais em desenvolvimento econômico regional, essa semelhança permitiu que sua equipe de pesquisadores Israelenses ajudasse o estado brasileiro do Ceará a romper um ciclo cada vez maior de pobreza.


Desde 2000, Bar-El, diretor do Departamento de Política e Administração Públicas da Universidade Ben-Gurion (BGU), lidera um programa ambicioso financiado pelo Banco Mundial para estimular o desenvolvimento regional e modificar o modo como os cidadãos e seu governo interagem.

O Ceará, com uma população de 8 milhões de pessoas, está localizado no Nordeste da costa brasileira. Um breve olhar em sua maior cidade, Fortaleza — com 2 milhões de habitantes —, pode dar a impressão de que tudo corre às mil maravilhas. Contudo, apesar da economia estadual ter-se desenvolvido rapidamente nos últimos anos, esse crescimento súbito não auxiliou em nada na redução da pobreza nas áreas rurais.

“Durante a última década, o Ceará alcançou o crescimento econômico, mas a pobreza permaneceu no mesmo nível. Enquanto a economia crescia, as pessoas continuavam pobres”, Bar-El contou, destrinchando o problema em alguns fatores. Bar-El explicou que assim como ocorreu em Israel nos anos de desenvolvimento, a população rural do Ceará foi atingida pelos desenvolvimentos tecnológicos da agricultura, que exigiam menos mão-de-obra par produzir uma colheita maior. A migração de trabalhadores desempregados que resultou desse fato para as cidades em busca de trabalho apenas exacerbou a pobreza e gerou uma superpopulação urbana.

Na década de 1970, Bar-El esteve no Brasil pesquisando os problemas da industrialização rural. “O que aconteceu foi que uma das pessoas com quem trabalhei na época, e com quem mantive contato, tornou-se secretário de desenvolvimento no governo em 2000. E como uma das prioridades deles era resolver o problema da pobreza, ele entrou em contato comigo”, Bar-El contou.

“Após conversarmos e avaliarmos o problema, eu desenvolvi todo um programa que visava o desenvolvimento regional, com ações específicas a serem tomadas em termos de educação, auxílio a pequenas empresas, assistência em tecnologia e desenvolvimento urbano."

Qual o objetivo final? Atingir o crescimento econômico sem aumentar a desigualdade durante o processo.

Após uma maratona de reuniões com representantes do Banco Mundial e especialistas do MIT que tinham suas próprias idéias sobre como lidar com a situação — uma reunião que Schwartz descreveu como “intensa” —, o planejamento da equipe Israelense foi adotado e o financiamento necessário foi alocado.

“Eu montei uma equipe incluindo Daphna Schwartz, diretor do Bengis Center for Entrepreneurship & High Tech Management (Centro Bengis para Gerenciamento Empresarial & de Alta Tecnologia) na BGU, e colocamos o planejamento para funcionar”, conta Bar-El. Além disso, ele desde 2001 fez uma média de quatro visitas por ano ao Ceará, incluindo uma recente de dois meses de duração.

Os resultados, de acordo com Schwartz, são como água e vinho.

“O governo do Ceará adotou inteiramente o nosso planejamento. Isso mudou completamente a atitude tanto do governo como das pessoas. Eles modificaram o orçamento para disponibilizar verbas específicas para a periferia e, além disso, nomearam um secretário de desenvolvimento regional — um cargo que não existia antes."

Além do mais, nove conselhos regionais foram criados — compostos por cerca de 50 líderes econômicos, sociais e políticos — e se reuniam regularmente para desenvolver as propostas trazidas pela equipe Israelense.

Em uma escala menor, Bar-El listou algumas realizações que afetaram o povo do Ceará.

Porém, o fundamental de todas essas iniciativas e programas é que a desigualdade econômica que inspirou o estabelecimento da iniciativa está sendo corrigida. Bar-El afirmou que a avaliação que foi conduzida e está sendo publicada este mês indica um enorme sucesso do programa.

A pobreza e a desigualdade econômica diminuíram — muito mais rápido do que em outros estados brasileiros. Também houve um aumento do crescimento econômico e um preenchimento rápido da lacuna em termos de educação. “Os indicadores macro e social apontam para o fato de que o estado realmente alcançou uma situação melhor do que a que se apresentava alguns anos atrás”, ele comenta.

Embora a árdua batalha tenha terminado, Bar-El afirma que as iniciativas devem continuar para a região prosperar. Porém ele ratificou que o papel de sua equipe é cada vez menor.

“Demos o pontapé inicial, mas agora a responsabilidade é deles. Nós apenas os ajudamos com avaliações, diretrizes e consultas. Mas agora tudo está sendo comandado praticamente pelo governo. É ótimo quando seus filhos não precisam mais de você”, ele brinca.

Bar-El e Schwartz também demonstraram uma grande satisfação em relação à criação de uma ponte entre o povo do Ceará e seu governo.

“Algumas das pequenas empresas da avaliação afirmaram que pela primeira vez elas sentem um contato pessoal com o governo — que o governo está fazendo algo por elas”, Bar-El conta.

Schwartz acrescenta: “Nós vamos a campo regularmente visitar as pessoas que mais precisam de ajuda. Foi gratificante ouvir de uma dessas pessoas que ‘não é apenas o governo que está fazendo algo para nós, mas nós mesmos estamos envolvidos e nos ajudando.”

O sucesso do projeto Ceará-BGU inspirou outros governos a contatarem Bar-El a respeito de iniciar outros programas semelhantes. Ele já está em contato com outros estados do Brasil e, além disso, Tailândia e Argentina também já demonstraram seu interesse.

 Shofar: som que toca a alma
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Shofar é o nome da trombeta feita de chifre de carneiro usado dentro do judaísmo nas convocações dos dias sagrados como Rosh Hashaná ("cabeça do ano" - é o nome dado ao ano-novo dentro do judaísmo. Dentro da tradição rabínica , o Rosh Hashaná ocorre no primeiro dia do mês de Tishrei, primeiro ano do calendário judaico rabínico e sétimo mês do calendário bíblico).


O shofar é um dos instrumentos de sopro mais antigos usados pelo homem. Somente a flauta do pastor – chamada Ugav, na Bíblia – o iguala em idade, mas não tem função nos serviços religiosos dos dias de hoje. O shofar, porém, é o mesmo que aquele usado há milhares de anos.

Como instrumento musical, o shofar não tem grande valor. Afinal, não produz sons delicados como outros instrumentos de sopro. Mas, para o povo judeu, o shofar não é usado por prazer ou divertimento. Longe disto; tem um sentido muito mais profundo. Seu toque é um chamado para o arrependimento, avisando a chegada dos Dez Dias de Arrependimento, que começam com Rosh Hashaná e culminam com Yom Kipur?? Ele simboliza o carneiro sacrificado por Abrão no lugar de Isaac??

Rosh Hashaná chama-se também Yom Teruá (Dia do Toque). Neste dia, é obrigação de cada judeu ouvir o shofar. Por ser finalidade do shofar inspirar humildade e sentimentos de arrependimento, pode-se compreender o porquê do shofar não ser ricamente decorado. Como o shofar que se torna inadequado se qualquer ornamento de ouro ou prata atravessar o osso do qual é feito, assim também, segundo a tradição judaica, os seres humanos se tornam insignificantes se permitirem que o ouro e prata sejam tão importantes na vida a ponto de "perfurar o osso" e se apossar da mente e da alma.


Heróis de Hollywood se unem contra as “forças do mal”


84 astros e outros membros da industria do cinema se juntaram para assinar uma declaração que condena as ações dos grupos terroristas Hizbullah e Hamas no Oriente Médio.

A declaração que foi publicada nos jornais Hollywood Reporter, The Los Angeles Times e Variety conta com a assinatura de Sylvester Stallone, James Woods, Bruce Willis, do diretor Ridley Scott, da tenista Serena Williams, Nicole Kidman, Michael Douglas, Dennis Hopper, William Hurt, Josh Malina, Kelly Preston, Danny DeVito, Don Johnson entre outros.

 

 


No texto, os famosos pedem para que o terror seja contido a qualquer custo e alertam para o risco de os grupos terroristas transformarem o mundo em um grande caos, gerando a morte generalizada de inocentes.

 

O ator Adam Sandler esteve presente a um dos inúmeros eventos que o consulado de Israel em Los Angeles promoveu para elucidar os acontecimentos no Líbano. No final do encontro, Sandler doou 100 mil dólares e 400 aparelhos de vídeo game às crianças do Sul e do Norte de Israel que sofrem com os ataques de mísseis dos grupos terroristas.

  Cartas para Deus: Correspondências endereçadas ao “Todo Poderoso” são depositadas no Muro das Lamentações

 

As cartas vêm de diversas partes do mundo endereçadas a Deus, em Jerusalém, pedindo ajuda, cura ou assistência espiritual. Todos os anos, entre duas e três mil correspondências enviadas por cristãos, judeus e árabes chegam ao Serviço Postal Israelense, que se incumbe de levá-las o mais perto possível do local imaginado pelo remetente: deposita-as no Muro das Lamentações, de onde, acredita-se, serão lidas pelos destinatários.


A última entrega de cartas (feita duas vezes ao ano) aconteceu em 1º de junho. O rabino Shmuel Rabinovitch pessoalmente levou ao Muro das Lamentações quase mil envelopes, escritos em diferentes idiomas, e colocou-os nas fendas da parede sagrada. Em entrevista ao jornal The Jerusalem Post, o diretor do Serviço Postal Israelense, Yossi Sheli, diz que o esforço voluntário de encaminhamento das cartas não é um ato religioso, e sim um compromisso profissional. “Quando se está lidando com correspondência, política e religião não são importantes”, afirma.

Os correios Israelenses, já acostumados ao recebimento de cartas para Deus, encaminham todas essas correspondências para o pequeno escritório no distrito de Givat Shaul, de onde seguem para o Muro das Lamentações. Os funcionários vêm notando, no entanto, o crescimento do número de correspondências nos últimos anos. Para o porta-voz do Serviço Postal, Yitzhak Rabihiva, esse aumento pode vir tanto da publicidade dada ao assunto como de um desejo crescente de as pessoas se comunicarem com Deus. Os feriados das diversas religiões, como Natal e Yom Kippur, são as épocas preferidas para o envio dessas mensagens pelos Correios.

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Circo de Jerusalém une jovens judeus e árabes
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Um circo montado em Jerusalém, com jovens judeus e árabes de sete a 19 anos, é exemplo de como uma iniciativa simples pode auxiliar o processo de paz entre os dois povos.

A Jerusalem Circus Association foi idealizada há 11 anos pela professora de arte Elisheva Yortner, judia tunisiana que vive em Israel desde 1984.

O objetivo era que o circo multicultural servisse como exemplo de coexistência pacífica e referência de ponte entre as culturas judaica e árabe. A idéia deu certo.

Em entrevista ao jornal Israelense Haaretz, o jovem árabe Abdullah Taha, 19, conta que desde que entrou no circo ganhou diversos amigos judeus. “Melhorei o meu hebraico e aprendi sobre os costumes judaicos.” Seu colega de picadeiro Aaron Tobias, judeu, concorda, afirmando que “o trabalho no circo me apresentou a outras culturas”.

A primeira apresentação do grupo aconteceu em 2000, em uma escola no bairro de Katamon. Mas o Jerusalém Circus ganhou mais notoriedade no início deste mês de junho, quando se apresentou em Berlim, no castelo de Bellevue.

Enquanto aprendem mágicas e malabarismos, as crianças e adolescentes do circo estabelecem laços culturais pouco estimulados pelas autoridades Israelenses e árabes. A organização do circo enfatiza que a proposta é proporcionar aos jovens uma oportunidade de se expressar artisticamente e em equipe, buscando um objetivo comum.

 

Isto é Israel 

 

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